Economia Circular em TI: Como Aplicar na Gestão de Dispositivos Corporativos Sem Romantizar Sustentabilidade

Economia circular virou jargão de ESG. Empresas falam, consultorias vendem, relatórios de sustentabilidade mencionam. O problema é que boa parte do discurso para por aí: menção em slide, compromisso genérico, meta vaga. Executar economia circular de verdade exige operação estruturada, não apenas boa intenção.

Na gestão de dispositivos de TI corporativos — smartphones, tablets, notebooks — economia circular não é conceito abstrato. É processo concreto que envolve estender vida útil, reaproveitar componentes, reciclar materiais e, principalmente, criar fluxo reverso onde ativos saem da empresa, são recondicionados e voltam ao mercado. Quando bem feito, gera benefício financeiro (receita de recompra, redução de custo de aquisição via locação) e ambiental (menos lixo eletrônico, menos extração de matéria-prima). Quando mal feito, é marketing verde sem impacto.

A RefixBr opera economia circular em TI porque a operação se paga. Não é filantropia ambiental. É modelo de negócio que funciona porque valor pode ser recuperado de dispositivos usados e porque empresas precisam de soluções para descomissionar ativos com segurança. O benefício ambiental é consequência, não motivação primária. E isso não é cinismo — é realismo sobre o que torna economia circular sustentável no longo prazo.

O Que É Economia Circular em TI na Prática

Economia circular em tecnologia significa que dispositivos não seguem fluxo linear (produção → uso → descarte). Eles circulam: produção → uso primário (corporativo) → recondicionamento → uso secundário (outro usuário corporativo ou mercado de usados) → eventual reciclagem de componentes → retorno de materiais para produção. O ciclo fecha.

Isso exige infraestrutura operacional em três frentes:

Recompra e Avaliação de Ativos Usados

Dispositivo sai do uso primário antes de ficar completamente inútil. Empresa decide renovar frota após 2-3 anos de uso porque quer tecnologia mais recente, não porque os aparelhos pararam de funcionar. Esses dispositivos têm valor residual: bateria ainda com capacidade razoável, tela sem danos, processador que roda aplicações básicas sem problema.

Economia circular começa aqui: em vez de descartar ou guardar em depósito, a empresa vende para quem pode reciclar o valor restante. A RefixBr recompra lotes corporativos, avalia tecnicamente cada dispositivo, sanitiza dados segundo normas rigorosas (NIST, DoD) e prepara para revenda ou reciclagem.

Esse fluxo só funciona se a avaliação for profissional. Comprar “no achismo” gera prejuízo; avaliar com critério técnico garante que o preço pago reflita o valor real de recondicionamento e revenda. Empresas ganham porque recebem receita por ativos parados. Compradores ganham porque adquirem dispositivos abaixo do preço de novos. Meio ambiente ganha porque menos dispositivos vão para aterro ou incineração.

Recondicionamento e Extensão de Vida Útil

Dispositivo recomprado raramente está pronto para revenda. Precisa passar por processo de recondicionamento:

  • Limpeza física e estética. Remover marcas de uso, polir superfícies, trocar componentes externos danificados (capas, travas, botões).
  • Verificação e reparo técnico. Testar funcionalidade completa (tela, câmera, conectividade, áudio, bateria), substituir componentes defeituosos, atualizar software para versão estável recente.
  • Classificação em grades de qualidade. Aparelhos recondicionados são classificados (Grade A = como novo; Grade B = pequenos sinais de uso; Grade C = marcas visíveis mas funcional). Classificação honesta é essencial para precificar corretamente e evitar frustração do comprador.

Empresas que compram dispositivos recondicionados (para locação, revenda ou uso próprio) pagam entre 40% e 70% do preço de novos, dependendo da grade. Isso torna viável equipar equipes com aparelhos funcionais sem comprometer orçamento. O dispositivo que seria descartado pela primeira empresa ganha 2-3 anos adicionais de uso na segunda ou terceira mão.

Esse processo estende vida útil de forma economicamente viável. Não é “consertar por consertar”. É recondicionamento estruturado que cria mercado secundário saudável, onde compradores sabem exatamente o que estão adquirindo e vendedores conseguem lucro operando dentro de padrões de qualidade.

Reciclagem de Componentes e Materiais

Dispositivos que não atingem padrão mínimo para revenda (danos irreparáveis, obsolescência técnica extrema) seguem para reciclagem de componentes. Não é “jogar no lixo eletrônico genérico”. É desmontagem seletiva que recupera:

  • Metais preciosos. Ouro, prata, cobre e paládio presentes em placas de circuito. A concentração é baixa por dispositivo individual, mas em volume (centenas ou milhares de aparelhos) a recuperação é economicamente viável.
  • Elementos raros. Lítio (baterias), cobalto, terras raras usadas em componentes eletrônicos. A mineração desses materiais tem impacto ambiental alto; reciclar reduz necessidade de extração nova.
  • Plásticos e vidro. Recicláveis se separados adequadamente. Telas de smartphones contêm vidro especial; plásticos das carcaças podem ser reprocessados.

Reciclagem precisa ser certificada. Empresas recicladoras sérias emitem certificado de destinação que comprova rastreabilidade (de onde vieram os dispositivos, como foram processados, para onde foram os materiais). Esse certificado atende auditorias de compliance ambiental e permite que empresas reportem corretamente em relatórios de sustentabilidade.

Economia circular fecha o ciclo quando materiais reciclados voltam para cadeia produtiva — fabricantes de eletrônicos usando cobre reciclado, baterias novas incorporando lítio recuperado, plásticos reprocessados em novas carcaças. Isso reduz dependência de mineração e diminui pegada de carbono da produção.

Como Aplicar Economia Circular na Gestão de Dispositivos

Empresas que querem sair do discurso e aplicar economia circular de verdade na gestão de dispositivos móveis e notebooks precisam estruturar processos internos e escolher parceiros adequados.

Política de Renovação com Ciclo de Recompra

Renovar frota não pode ser “compra novo e esquece o velho”. Precisa ter fluxo reverso integrado: ao mesmo tempo que adquire novos dispositivos (compra ou locação), a empresa organiza recompra ou devolução dos antigos.

  • Ciclo de renovação definido. Empresas que trocam dispositivos a cada 2-3 anos maximizam valor de recompra (aparelhos ainda têm mercado forte). Trocar a cada 4-5 anos reduz valor residual significativamente. Trocar a cada 1-2 anos desperdiça capacidade útil do dispositivo (é renovação excessiva).
  • Parcerias com recompradores estruturados. Vender lotes para atravessadores ou sucateiros gera receita baixa e zero rastreabilidade. Parceria com empresa especializada em ITAD (IT Asset Disposition) garante avaliação técnica justa, sanitização de dados certificada e destinação rastreável.
  • Integração de processos. Renovação eficiente não separa “compra de novo” e “venda de usado” em momentos diferentes. Acontece simultaneamente: planejamento de renovação já inclui logística reversa, inventário de ativos antigos e estimativa de receita de recompra.

Empresas que implementam política de renovação com ciclo de recompra conseguem financiar parte da nova aquisição com receita dos usados. Isso reduz investimento líquido em ativos de TI e demonstra gestão fiscal inteligente (não é só sustentabilidade, é eficiência financeira).

Locação como Alternativa Circular

Locação de dispositivos móveis também faz parte de economia circular, embora nem sempre seja óbvio. Quando empresa aluga smartphone por 24 meses e devolve, o fornecedor recondiciona e aluga novamente. O mesmo dispositivo pode servir 2-3 ciclos de locação (4-6 anos de uso total) antes de ser reciclado.

Isso difere fundamentalmente de compra individual: consumidor compra smartphone, usa 2 anos, troca e frequentemente esquece o antigo numa gaveta. O aparelho fica ocioso até ficar obsoleto demais para revenda. Locação corporativa mantém o dispositivo em circulação ativa.

  • Benefício ambiental da locação. Aparelhos passam menos tempo parados. Taxa de utilização aumenta (mais horas efetivas de uso por dispositivo produzido). Renovação é planejada, não impulsiva. Destinação final é profissional (fornecedor tem incentivo econômico para reciclar corretamente).
  • Benefício financeiro da locação. Empresa não imobiliza capital em ativos que depreciam rápido. Custo mensal previsível facilita planejamento orçamentário. Sem necessidade de gerir revenda de usados (trabalho terceirizado ao fornecedor).

Economia circular via locação funciona quando o fornecedor opera com responsabilidade. Fornecedores que descartam dispositivos após primeiro ciclo (em vez de recondicioná-los) eliminam o benefício ambiental. Por isso, escolher parceiro que demonstre compromisso operacional com recondicionamento é crítico.

Programa Interno de Gestão de Fim de Vida de Ativos

Dispositivos corporativos não chegam magicamente ao fim da vida útil organizados e prontos para recompra. Precisa ter processo interno que garanta:

  • Controle patrimonial atualizado. Saber exatamente quantos dispositivos existem, onde estão, quem usa, qual o estado de conservação. Sem isso, é impossível planejar recompra eficiente.
  • Coleta organizada de dispositivos obsoletos. Colaboradores devolvem aparelhos ao sair da empresa ou ao receber novo? Existe ponto de coleta centralizado ou descentralizado? Dispositivos devolvidos ficam guardados onde enquanto acumulam volume para venda?
  • Sanitização de dados antes da saída. Alguns dados podem ser apagados localmente (e-mails, fotos, apps), mas sanitização completa precisa ser feita pelo recomprador. A empresa precisa definir política: apaga o básico internamente ou confia 100% na sanitização externa?
  • Rastreabilidade para compliance. Cada dispositivo que sai precisa gerar registro: quem aprovou a baixa, para onde foi (recompra, doação, reciclagem), certificado de destinação. Auditorias de TI e de ESG verificam isso.

Empresas sem programa estruturado acabam com problema recorrente: dispositivos acumulados em depósitos, inventário desatualizado (não sabem quantos têm nem onde estão), perda de valor por esperar demais para vender. Implementar gestão de fim de vida resolve isso e cria fluxo contínuo de retorno de ativos para economia circular.

Métricas para Acompanhar Impacto

Economia circular precisa ser mensurável. Caso contrário, vira conversa de relatório sem substância. Métricas úteis:

  • Taxa de reaproveitamento. Percentual de dispositivos descomissionados que foram vendidos para reuso (em vez de descartados diretamente). Meta razoável: acima de 80% em bom estado físico.
  • Receita gerada por recompra. Quanto a empresa recuperou vendendo ativos usados? Isso pode ser comparado com custo de aquisição de novos dispositivos para calcular “taxa de retorno de ativos”.
  • Tempo médio até descomissionamento. Quanto tempo dispositivos ficam em uso produtivo antes de serem aposentados? Empresas que trocam muito cedo (menos de 2 anos) desperdiçam vida útil. Empresas que esticam demais (mais de 5 anos) podem comprometer produtividade.
  • Volume de resíduos eletrônicos reciclados. Quantos quilos de dispositivos foram para reciclagem certificada (em vez de descarte comum)? Certificados de destinação comprovam isso.
  • Emissões evitadas (estimativa). Calcular pegada de carbono de produzir dispositivo novo vs. recondicionamento de usado. Diferença multiplicada pelo volume de dispositivos recomprados dá estimativa de emissões evitadas. Útil para relatórios de ESG, mas deve ser usado com cautela (estimativas têm margem de erro).

Empresas que reportam métricas de economia circular com transparência (números reais, não só narrativas) ganham credibilidade. Stakeholders — investidores, clientes, reguladores — valorizam dados concretos mais do que discursos genéricos sobre sustentabilidade.

O Papel da Recompra e Locação na Economia Circular de TI

Recompra e locação são os dois mecanismos operacionais principais que fazem economia circular em TI funcionar na prática. Um recupera valor de ativos usados; outro prolonga utilização antes do descarte.

Como Recompra Fecha o Ciclo

Recompra de dispositivos corporativos usados é porta de entrada para economia circular. Sem ela, dispositivos ficam parados em empresas que não têm mais uso para eles, desperdiçando valor residual e capacidade funcional.

O processo é direto: empresa vende lotes de dispositivos obsoletos para recomprador especializado → recomprador recondiciona e revende no mercado secundário → novos usuários (outras empresas, consumidores) compram recondicionados a preço acessível → dispositivos ganham 2-3 anos adicionais de uso → ao final, vão para reciclagem certificada.

Cada elo depende do anterior. Se empresas não venderem para recompradores, não há suprimento para recondicionamento. Se recondicionamento não for profissional, mercado secundário não confia e não compra. Se reciclagem não for certificada, materiais vão para descarte comum (perde-se rastreabilidade e não fecha o ciclo).

Recompra estruturada (com avaliação técnica, sanitização certificada, destinação rastreável) é o que separa economia circular real de operação informal. Informalidade quebra o ciclo: dispositivos passam por múltiplos intermediários sem controle, dados não são sanitizados adequadamente, reciclagem final é duvidosa. Formalidade garante cada etapa e cria rastreabilidade de ponta a ponta.

Como Locação Mantém Dispositivos em Uso Ativo

Locação corporativa é modelo circular por design. Empresa não compra dispositivo; usa por período definido e devolve. Fornecedor recondiciona e loca novamente. Um smartphone pode servir 2-3 contratos de locação antes de ser reciclado, maximizando taxa de utilização.

Isso contrasta com propriedade individual: pessoa compra smartphone de R$ 3.000, usa 2 anos (talvez 3-4 horas por dia), troca por modelo novo e deixa o antigo parado. O dispositivo teve vida útil técnica de 5-6 anos mas foi usado efetivamente por 2. Desperdício de capacidade produtiva.

Locação corporativa intensifica uso: dispositivo passa de um usuário para outro sem ficar ocioso. Quando técnico de campo devolve smartphone ao sair da empresa, aparelho é reconfigurado e entregue para novo contratado. Tempo parado: dias, não meses. Utilização total ao longo da vida: muito maior.

Locação não é sempre mais sustentável. Se fornecedor descarta dispositivos após primeiro ciclo (não recondiciona), locação perde vantagem ambiental. Por isso, escolher fornecedor comprometido com recondicionamento é essencial. RefixBr opera com premissa de múltiplos ciclos: dispositivos locados são recondicionados e voltam para locação até não atingirem mais padrão técnico mínimo. Só então vão para reciclagem.

Locação também incentiva boas práticas de uso: colaboradores sabem que devolverão o aparelho, então tendem a cuidar melhor (há penalidade contratual por danos). Isso reduz taxa de quebras e estende vida útil. Pequeno detalhe comportamental com impacto operacional relevante.

Impacto Financeiro vs. Impacto Ambiental: Os Dois Precisam Existir

Empresas que aplicam economia circular apenas por “consciência ambiental” geralmente desistem quando percebem o custo operacional. Empresas que aplicam porque gera benefício financeiro (receita de recompra, redução de custo de destinação) mantêm o compromisso no longo prazo. O impacto ambiental acontece como consequência.

Retorno Financeiro de Economia Circular

Economia circular em gestão de dispositivos de TI gera retorno mensurável:

  • Receita de recompra de ativos usados. Empresa média com 500 smartphones corporativos renovando frota a cada 3 anos pode gerar R$ 200-400 mil de receita por ciclo. Isso financia parte da nova aquisição ou entra como receita não operacional. Melhor que zero (descartar) ou custo (pagar para reciclar).
  • Redução de custo de destinação. Descartar dispositivos de forma ambientalmente correta tem custo (logística, certificação, processamento). Recompradores pagam pelos dispositivos em vez de cobrar para destiná-los. Inversão de fluxo de caixa: de custo para receita.
  • Redução de custo de aquisição via recondicionados. Empresas que compram ou locam dispositivos recondicionados pagam 40-70% menos que novos. Para operações grandes (milhares de dispositivos), economia acumula rápido. Requer aceitar pequenas marcas estéticas, mas funcionalidade é equivalente.
  • Otimização de custo de estoque. Dispositivos parados em depósito são capital imobilizado. Vender libera espaço e reduz custo de armazenamento. Pequeno, mas existente.
  • Fortalecimento de imagem corporativa. Empresas com práticas comprovadas de economia circular têm vantagem em licitações públicas (muitas exigem critérios ESG), em relações com investidores (fundos ESG priorizam empresas sustentáveis) e em reputação de marca (consumidores cada vez mais valorizam responsabilidade ambiental).

Retorno financeiro não vem instantaneamente. Precisa estruturar processos, negociar com parceiros adequados, treinar equipes internas. Mas uma vez implementado, o fluxo se torna recorrente e previsível.

Impacto Ambiental Real (Sem Exagero)

Economia circular em TI reduz pegada ambiental, mas é importante não romantizar números. O impacto é real, mas deve ser reportado honestamente.

  • Redução de resíduos eletrônicos. Dispositivos que vão para reuso (em vez de descarte) diminuem volume de lixo eletrônico. Lixo eletrônico é problema sério: contém materiais tóxicos (chumbo, mercúrio, cádmio) e cresce 5-10% ao ano globalmente. Manter dispositivos em circulação mais tempo reduz esse crescimento.
  • Menor extração de matérias-primas. Reciclar componentes reduz necessidade de mineração. Mineração de lítio, cobalto e terras raras tem impacto ambiental alto (desmatamento, poluição de água, emissões). Cada tonelada de material reciclado é tonelada que não precisa ser extraída.
  • Redução de emissões de carbono. Produzir smartphone novo gera 50-100 kg CO2e (equivalente de CO2). Recondicionamento gera cerca de 10-20 kg CO2e. Diferença: 30-80 kg CO2e evitados por dispositivo recondicionado. Em volume (milhares de dispositivos), soma. Mas não é “salvar o planeta”; é contribuição incremental.
  • Conservação de água. Produção de eletrônicos consome água (processamento de silício, limpeza de componentes). Recondicionamento usa fração da água. Novamente, não é impacto transformador, mas é real.

Empresas sérias reportam impacto ambiental com transparência: “recompramos X mil dispositivos, evitamos Y toneladas de resíduos eletrônicos, estimamos Z toneladas de CO2e evitadas (com metodologia clara)”. Não usam linguagem bombástica tipo “salvamos o planeta” ou “neutralizamos nossa pegada”. Impacto ambiental de economia circular é positivo, mas incremental. O que torna ela sustentável no longo prazo é o fato de ser economicamente viável, não apenas ambientalmente correta.

Desafios de Implementar Economia Circular em TI Corporativa

Economia circular não acontece automaticamente. Existem barreiras operacionais, culturais e econômicas que empresas precisam superar.

Resistência Cultural a “Usado”

Equipes, especialmente em nível executivo, resistem a receber dispositivos recondicionados. “Não é novo” soa como downgrade, mesmo quando funcionalidade é idêntica. Quebrar essa percepção exige:

  • Educação sobre qualidade de recondicionamento. Mostrar que dispositivo Grade A é visualmente indistinguível de novo, tem garantia e funcionalidade completa. Não é “celular quebrado consertado”; é aparelho testado e certificado.
  • Política clara de alocação. Se a empresa decide usar recondicionados, aplica para toda frota (ou segmenta por critério transparente: executivos têm novos, campo tem recondicionados). Inconsistência gera insatisfação.
  • Teste piloto. Implementar primeiro em áreas menos sensíveis (logística, campo, temporários). Demonstrar que funciona antes de expandir.

Complexidade de Gestão de Múltiplos Ciclos

Gestão de ativos em economia circular é mais complexa que modelo linear. Empresa precisa controlar dispositivos novos, recondicionados, em uso, aguardando devolução, em recondicionamento, prontos para reuso. Sem sistema de gestão patrimonial robusto (software de ITAM – IT Asset Management), vira caos.

Empresas pequenas podem gerenciar com planilhas até certo volume (50-100 dispositivos). Acima disso, investir em sistema dedicado é necessário. Custo é compensado pela eficiência: menos perda de rastreabilidade, menos dispositivos “sumidos”, melhor controle de manutenção.

Escolha de Parceiros Inadequados

Nem todo recomprador opera com seriedade. Atravessadores que oferecem preço aparentemente bom mas sem certificação de sanitização ou destinação põem a empresa em risco (vazamento de dados, não conformidade com LGPD, impossibilidade de comprovar descarte correto).

Validar parceiros exige:

  • Verificar certificações (ISO 14001 para gestão ambiental, certificados de sanitização de dados)
  • Pedir referências de outros clientes corporativos
  • Visitar instalações (ver processo de recondicionamento e reciclagem in loco)
  • Testar com lote pequeno antes de compromisso grande

Barreiras Regulatórias e Fiscais

Recompra de ativos gera movimentação fiscal que precisa ser tratada corretamente. Venda de ativo usado gera receita (tributável), baixa patrimonial precisa ser justificada, nota fiscal precisa ser emitida corretamente. Empresas sem assessoria contábil adequada podem cometer erros que geram problema em auditoria.

Alguns estados têm regras específicas para circulação de eletrônicos usados (ICMS, substituição tributária). Parceiro de recompra precisa entender essas nuances para não criar passivo fiscal para o cliente.

Perguntas Frequentes sobre Economia Circular em TI

Economia circular é mais cara do que descarte simples?

Não. Recompra de ativos gera receita (empresa recebe pelo que vende). Descarte correto gera custo (empresa paga para destinar). Locação pode ter custo mensal maior que compra, mas elimina custo de gestão patrimonial e garante recondicionamento automático. Economia circular bem feita reduz custo total de propriedade de ativos de TI.

Dispositivos recondicionados têm qualidade confiável?

Depende do recondicionador. Processo profissional (teste completo de funcionalidade, substituição de componentes defeituosos, classificação em grades de qualidade, garantia) gera aparelhos confiáveis. Recondicionamento informal (apenas limpar e revender) não dá confiança. Por isso escolher fornecedor certificado é crítico.

Como comprovar conformidade com LGPD ao vender dispositivos usados?

Certificado de sanitização de dados emitido por recomprador especializado. Certificado deve especificar método usado (NIST, DoD), número de série do dispositivo, data da sanitização e responsável técnico. Esse documento é evidência de que empresa garantiu destruição segura de dados pessoais antes da saída do dispositivo.

Vale a pena implementar economia circular em empresa pequena?

Sim, mas com abordagem simplificada. Empresa com 20-50 dispositivos pode não justificar recompra estruturada (volume baixo gera receita pequena). Mas pode fazer parceria para recondicionamento próprio (receber aparelhos recondicionados em vez de novos) e garantir destinação certificada ao final. Escala importa: quanto maior a frota, mais sentido faz estruturar processo completo.

Economia circular substitui necessidade de comprar novos dispositivos?

Não totalmente. Sempre haverá necessidade de dispositivos novos (crescimento de frota, evolução tecnológica que exige novos modelos). Economia circular reduz volume de compras porque estende vida útil e aumenta taxa de reuso, mas não elimina aquisições. O objetivo é otimizar, não zerar.

Como calcular impacto ambiental de economia circular em TI?

Use metodologia reconhecida (GHG Protocol, ISO 14064) para estimar emissões evitadas. Calcule diferença entre produzir novo vs. recondicionamento, multiplique pelo volume de dispositivos recomprados/recondicionados. Seja conservador nas estimativas (é melhor subestimar que exagerar). Reporte com transparência metodológica para que números possam ser auditados.

Qual o papel de fornecedores de hardware (Apple, Samsung) em economia circular?

Fabricantes têm programas de trade-in (troca de usados) e reciclagem, mas focam em retorno direto ao fabricante. Economia circular corporativa via recompra e locação é complementar: mantém dispositivos em uso secundário antes de retornar para reciclagem do fabricante. Idealmente, ambos os fluxos coexistem: empresas vendem para recompradores (uso secundário), dispositivos irrecuperáveis voltam para programas de reciclagem de fabricantes.

Economia circular em TI corporativa não é utopia nem greenwashing. É operação estruturada que gera benefício financeiro e ambiental quando bem executada. Exige processo, parceiros certificados, métricas claras e compromisso de longo prazo. Não é “fazer o bem sem olhar a quem”; é gestão inteligente de ativos que reduz desperdício, recupera valor e diminui impacto ambiental.

A RefixBr opera nesse modelo porque ele se sustenta economicamente. Recompra de dispositivos corporativos, recondicionamento profissional, locação com múltiplos ciclos de uso, reciclagem certificada — cada etapa gera receita ou reduz custo. O impacto ambiental (redução de lixo eletrônico, menor extração de matérias-primas, economia de emissões) é real e mensurável, mas é consequência de modelo de negócio viável, não motivação primária.

Empresas que quiserem aplicar economia circular de verdade precisam ir além do discurso: estruturar política de renovação com ciclo de recompra, escolher parceiros certificados para recondicionamento e reciclagem, medir impacto com transparência e aceitar que benefício ambiental vem junto com benefício financeiro. Romantizar sustentabilidade não ajuda; operacionalizar economia circular de forma rentável é o que faz diferença.

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